Enfermeira francesa infectada pelo ebola recebe alta hospitalar

Carolina Gonçalves - Agência Brasil04.10.2014 - 15h32 | Atualizado em 04.10.2014 - 17h29

 

 

A enfermeira francesa da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), infectada pelo ebola durante uma missão na Libéria, teve alta hospitalar. O anúncio foi feito, hoje (4), pelo governo francês. O tratamento durante o tempo em que ficou internada em um hospital militar, nos arredores de Paris, foi feito com três medicamentos experimentais. Um deles, era um antiviral produzido para combater a gripe.

 

Em Hamburgo, Norte da Alemanha, a equipe da clínica universitária de Eppendorf também anunciou a alta hospitalar ao primeiro doente infectado com o vírus em território alemão. O senegalês, que foi transferido em agosto para Hamburgo depois de ter sido infectado com o ebola, em um laboratório na Serra Leoa, passou cinco semanas em tratamento. De acordo com os médicos, ele está bem e não apresenta infeções.

 

Em Nova Iorque, hospitais, aeroportos e serviços de emergência estão mudando, a partir de hoje (4), alguns procedimentos para prevenir contágios pelo ebola. As pessoas que ligarem para a linha 911, relatando sintomas semelhantes aos provocados pelo vírus e viagens recentes aos países africanos afetados pela doença, serão atendidos em casa por uma equipe sanitária protegida por equipamentos especiais.

 

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Nos hospitais públicos da cidade americana estão sendo feitas várias simulações para melhorar a resposta a possíveis casos. E, no Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK) - o único da cidade que recebe voos procedentes da África - a equipe de controle de fronteira e a equipe aduaneira recebeu treinamento para identificar mais rapidamente os sinais do vírus. Se os sintomas forem detectados, a pessoa afetada será isolada em uma sala que foi preparada para que agentes sanitários possam fazer os testes.

 

As medidas foram adotadas para evitar que outros casos como o que ocorreu em Dallas se repitam. Na cidade do Texas, um homem que apresentou sinais do vírus, depois de retornar de uma viagem à Libéria, foi hospitalizado e liberado pelos médicos, permanecendo três dias em casa e colocando outras pessoas em risco.

 

Ontem (3), mais um homem com sintomas semelhantes aos provocados pelo vírus, e que viajou recentemente para a Nigéria, foi hospitalizado na capital americana, Washington.

 

Na última atualização do levantamento na África ocidental, a Organização Mundial de Saúde (OMS) apontou que 7.470 pessoas foram infectadas e, deste total, 3.431 morreram. O vírus está presente desde 1976 no Continente da Africano.