Deslocados internos no mundo atingem recorde de quase 60 milhões

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rádio ONU                                                                 18/06/15 09h30 

 

O deslocamento global causado por guerras, conflitos ou perseguições atingiu um novo recorde em 2014: atualmente, são 59,5 milhões de pessoas no mundo vivendo como deslocadas internas, refugiadas ou solicitantes de refúgio. A metade é formada por crianças ou menores de 18 anos.

 

Os dados estão em relatório divulgado esta quinta-feira pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur. Se todas essas pessoas formassem a população de um país, a "nação" de refugiados seria a 24ª mais populosa do mundo.

 

 

Brasil

No ano passado, uma média de 42,5 mil pessoas por dia tornaram-se deslocadas ou refugiadas, um crescimento quadruplicado em apenas quatro anos.

 

Segundo a agência, quase 7,5 mil pessoas estão refugiadas no Brasil, sendo que outras 11,2 mil pediram asilo ao país e aguardam resposta.

 

Ao lançar o relatório, o alto comissário da ONU para Refugiados falou numa "nova era de deslocamento global". António Guterres citou a "falta de habilidade da comunidade internacional em trabalhar para encerrar guerras".

 

 

África e Oriente Médio

Nos últimos cinco anos, 15 conflitos foram iniciados ou foram retomados, a maioria na África, em países como Mali, República Democrática do Congo e Sudão do Sul. O Oriente Médio vem na sequência, devido aos confrontos na Síria, Iraque e Iêmen. A crise na Ucrânia também contribuiu para o aumento global dos refugiados.

 

 

Retorno

Sobre a região das Américas, o relatório do Acnur destaca que a Colômbia continua abrigando uma das maiores populações de deslocados internos do mundo: quase 6 milhões de pessoas.

 

Já a violência de gangues e outras formas de perseguição na América Central levaram os Estados Unidos a receber no ano passado quase 37 mil pedidos de refúgio, um aumento de 44% na comparação com 2013.

 

Em 2014, apenas 126 mil refugiados conseguiram retornar para seus países de origem, o menor número em 31 anos segundo o Acnur.