Atuais técnicos de Praia Grande foram atletas de renome internacional

Professores de educação física formam novas gerações de talentos


Por Prefeitura Municipal de Praia Grande

A Secretaria de Esporte e Lazer (SEEL) de Praia Grande conta com cinco professores de educação física que tiveram grande destaque na carreira de atleta. Quando competidores, eles subiram no pódio representando o Brasil em competições internacionais, integrando seleções paulistas e brilhando por agremiações locais. Depois de diversas conquistas, vitórias, derrotas, lesões e sacrifícios, fizeram a difícil transição de atleta para “professor”. E hoje, trabalham na formação e revelação de novos talentos esportivos na Cidade.

“Esta transição é muito complicada. Quando a gente para de jogar, fica meio perdida, sem saber que caminho seguir. Por uma junção de fatores, fiz faculdade e assim que a terminei, surgiu o concurso específico de vôlei da Prefeitura de Praia Grande. Uma oportunidade que mudou minha vida”, afirmou Cristina Pacheco Lopes, a Tina, de 54 anos. Ela foi meio-de-rede da seleção brasileira de vôlei e entre as principais conquistas, foi campeã sul-americana e mundial (juvenil), dos Jogos Pan-Americanos (2003), brasileira, paulista, dos Jogos Abertos do Interior e quarta colocada na Olímpiada de Barcelona, na Espanha (1992).

O começo é no esporte amador. Com quase nenhuma ou muito pouca estrutura de treinamento, o suor diário é extenuante e por vezes clama a vontade de desistir. Insistência, perseverança, garra, vontade de atingir metas e sonhos. Depois de extrema dedicação, esforço, treinamento, frustração e em certas ocasiões “paitrocínio”, chega-se ao esporte semiprofissional. Mais empenho, abdicações, entrega a modalidade e espírito de luta. Aí, com talento, oportunidade e às vezes, um pouco de sorte, alcança-se o nível profissional – que neste país pode ser mais indicado como convocação para a seleção brasileira, do que por suporte financeiro.

“Quando chega a hora da troca de função, de atleta para técnico, é difícil. Parar de treinar e começar a dar treinamento é um choque de realidade. O concurso de Praia Grande, específico na minha modalidade, foi uma mão na roda para que eu continuasse a trabalhar com o que amo. Sou grato pela oportunidade”, declarou Flávio Barbosa da Cruz, 38 anos, que fez parte da seleção brasileira de atletismo. Especialista na prova do lançamento do disco, sagrou-se campeão sul-americano universitário, brasileiro, paulista, dos Jogos Abertos e foi quinto colocado no Pan-Americano Juvenil.

Mais - Felipe César Camilo de Oliveira, 33 anos, fez parte da seleção verde e amarela de judô no peso médio (81 a 90 kg). Campeão pan-americano, sul-americano, brasileiro, paulista e dos Jogos Abertos, venceu a seletiva nacional para a Olímpiada de Londres, na Inglaterra (2012). “Após a seletiva, sofri uma lesão no joelho, precisei operar e não pude competir em Londres. Como a cirurgia foi séria, minha esposa me aconselhou a buscar um plano B. Então, fiz o concurso de Praia Grande e sou grato por esta oportunidade de trabalhar com a minha modalidade. Essa transição tem sido difícil. Internamente, ainda me sinto um atleta. Mas, creio que com o tempo, vou me desapegando”.

Caio Américo Costa, de 33 anos, integrou a seleção brasileira de ginástica artística. No currículo, há títulos dos Jogos Abertos, paulistas, brasileiros (provas de argolas e barra) e sul-americano (por equipe); além de um vice-campeonato pan-americano (solo). “Terminava a Faculdade quando abriu o concurso de Praia Grande. Era uma chance de viver da modalidade que amava e de ter algo mais seguro financeiramente. No começo, a transição foi bem estranha por que treinava dois períodos como atleta e diminuir o ritmo, não foi fácil, nem natural”.

Danusa Shira Bittencourt, 43 anos, é ex-judoca dos pesos meio-médio (57 a 63 kg) e médio (63 a 70 kg). Ao longo da carreira, competiu no Mundial Universitário e nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá (1999); foi campeã sul-americana, brasileira, paulista e dos Jogos Abertos. “Quando fiz o concurso de Praia Grande ainda era atleta. Meu esposo morava aqui e tive sorte por ter surgido a oportunidade de tentar um cargo público específico na minha modalidade. Minha transição entre atleta e professora foi tranquila. Tinha certeza que havia feito meu máximo no tatame e era hora de seguir um novo caminho”.

 

Foto: Site da Prefeitura de Praia Grande